Não havendo atividades na competição esta manhã, os alunos do Instituto Politécnico de Cabo Frio foram levados por integrantes da organização para conhecer algumas das praias de Florianópolis e um dos mirantes do litoral, de onde, por sinal, se tem uma boa visão da área de competição do Desafio.

Na parte da tarde, ocorreram três palestras no auditório da UFSC. A primeira, ministrada por Gustavo Leão, representante da equipe UFSC de BAJA SAE, um rally de protótipos automobilísticos off-road para competições em diversos tipos de terreno. O projeto já conta com 12 anos de existência. A partir disso, a palestra se baseou, de modo geral, na experiência da equipe, na quantidade de problemas com as quais se depararam – sobretudo de verbas – e sobre como a equipe conseguiu solucioná-los ou como pretende fazê-lo.

Em seguida, houve a palestra do engenheiro Fábio Nascimento, integrante da equipe de organização do Desafio Solar Brasil. Fábio, competidor em regatas desde 1997, falou às equipes sobre a importância do fator competitivo no Desafio Solar Brasil. Incluem-se nisso, segundo ele, o desevolvimento contínuo dos barcos, o que Fábio chegou a elogiar nas equipes; a vontade de vencer, que pode provocar melhores resultados que a simples vontade de competir; treinos exaustivos, o que teria, inclusive, feito falta para a prova de slalon, em que seria preciso alguma experiência nas manobras; a existência de uma equipe eficiente em terra enquanto o piloto está no mar; o uso estratégico inteligente das regras da competição, o que Fábio chama de “jogar com o limite da regra”. Esta última, uma esperteza que a regra permite e que, ainda segundo Fábio, está faltando às equipes, como foi por ele explicitado no caso da equipe Solaris na prova de Slalon.

A última palestra da tarde se deu sob a fala de Ricardo Rüther, professor da UFSC, sobre o potencial da energia solar fotovoltaica no Brasil, algo de que muitos não têm cosnciência. Ricardo falou das diversas aplicações da energia solar, como na integração arquitetônica, ou nos promissores Projeto Estádios Solares e Projeto Aeroportos Solares, por serem construções bastante expostas à luz solar. Segundo Ricardo, com o desenvolvimento da tecnologia, logo um telhado fotovoltaico se tornará mais barato que a geração energética convencional. Estas e muitas outras informações sobre as aplicações destas mesmas placas solares que abastecem as baterias dos barcos do Desafio Solar estão disponíveis no livro “Edifícios solares fotovoltaicos”, de autoria do professor Rüther.

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